Sem dúvidas não possuímos inteligência que nos permita compreender a profundidade da essência espiritual ou do corpo perispiritual, no entanto possuímos uma base e não devemos reinventar a roda.
Embora Kardec não fale abertamente sobre muitos assuntos atuais, não é por isso que deixou de fornecer elementos que, se bem compreendidos, nos ajudam a entendê-los. É o que ocorre em relação à questão da alimentação e outras ações que dizem respeito exclusivamente à natureza animal (corpo físico).
Quando estamos encarnados, além de termos de suprir nossas necessidades morais e intelectuais, somos obrigados a suprir também as necessidades físicas. Quando deixamos a vida física, seja pelo sono, seja pela morte, tais necessidades não nos acompanham, pois pertencem única e exclusivamente ao corpo.
A confusão que se faz é que mesmo fora do corpo, conservamos a impressão deste que de certa forma repercute sobre nós e nos dá a sensação de que ainda necessitamos de coisas que fazem parte vida material. No entanto, ter esta sensação não implica em necessidades reais e o Espírito pode então criar uma ilusão, mas isso somente para Espíritos que realmente dão maior importância para as questões materiais que às espirituais.
Principalmente após a separação da vida física, pela morte, o Espírito, pouco a pouco, recobra sua lucidez e a impressão do corpo físico desaparece. No caso de Espíritos mais ligados às questões materiais, essa impressão pode persistir por um tempo maior ou menor, de acordo com seu grau de evolução e é isso o que estudamos por “Perturbação Espírita” que, segundo os Espíritos, pode variar de alguns minutos a alguns milhares de séculos.
Mas o fato de se estar perturbado não equivale dizer que não há noção do seu estado. Perturbação Espírita significa adaptação na vida espírita. Companheiros costumam confundir perturbação espírita com ignorância da morte, ou seja, atribuem esse princípio a Espíritos que dizem não saber que morreram. Realmente existem Espíritos nestas condições, mas por quanto tempo? Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, cita que “é raro um Espírito que em torno de 8 a 10 dias mais ou menos não tenha noção do seu estado como Espírito”, ou seja, não saiba que morreu. É raro, e não corriqueiro como o querem alguns espíritas pelo movimento afora.
Quando o Espírito está livre da vida física, entrevê sua existência com outros olhos, ou seja, com outra percepção, independente do seu grau evolutivo. Naturalmente que se for um Espírito de maior evolução, tal percepção será ampliada na mesma proporção, mas independente de ser mais ou menos elevado, a visão que possui sobre as coisas, sob todos os aspectos, é muito diferente daquela que ele possuía quando em vida física, pois nesta, sua percepção se retinha no imediato, e na espiritualidade, abrange o infinito. Assim, é muito comum que deixemos de dar valor às coisas que julgamos mais importantes enquanto encarnados, assim como uma criança que briga por seu brinquedo e quando se torna adulto, vê a infantilidade das discussões criadas em torno de um simples objeto.
Se nos víssemos fora do corpo, possivelmente não nos reconheceríamos, pois quando no corpo, somos incitados a viver um personagem que desaparece quando estamos libertos, porque o personagem é imposição atribuída pelos laços físicos. Em Espírito, não possuímos mais personalidade, mas individualidade; deixamos de ser fulano ou ciclano, e voltamos a viver, não mais esse personagem, mas um Espírito individual e imortal, sem nome, sem raça, sem sexo.
Pode me perguntar: “Mas e quando vemos, lemos, ouvimos sobre Espíritos que se apresentam com as características da última existência? E esses Espíritos que se apresentam contando detalhes de sua vida, falando como pais, filhos, mães ou irmãos? Não apresentam aí uma personalidade?” Sim. Apresentam a personalidade com a qual foram solicitados. Mas se o chamássemos pelo personagem que ele foi a três encarnações passadas, ele tomaria então aquela forma e trejeitos, e nos atenderia de acordo com o personagem ao qual foi solicitado comparecer. O Espírito não possui identidade, mas pode assumir uma ou outra para melhor se identificar e geralmente conserva, após a morte, a aparência que teve na última existência. Mas ainda uma vez: essa aparência não é uma necessidade real, somente uma opção.
Voltemos às necessidades físicas.
Os espíritos não têm mais um corpo físico. Sem o corpo físico, estão livres das necessidades que este possuía: fome, sede, sono, sexo etc. Isso tudo fazia parte do corpo.
Ocorre que alguns Espíritos conservam estas necessidades, mas não podemos confundi-las com as necessidades reais, pois se fossem reais, seriam para todos e não estariam vinculadas ao grau evolutivo. Se a alimentação fosse uma necessidade do Espírito, teria que ser para todos e não somente para alguns, assim como aqui na Terra, bons e maus, justos e injustos, tem que comer. O mesmo para todas as outras necessidades. Alguns Espíritos, por sua condição moral e intelectual, podem conservar com maior intensidade os traços da vida física e criar A ILUSÃO de que ainda precisam se alimentar, mantendo a sensação da fome, mas ainda assim, não equivale dizer que se alimentarão. “Poxa vida… parece que aprendemos tudo ao contrário”, você pode me dizer. Não que seja ao contrário, mas que toda essa teoria é a apresentada por Allan Kardec que deve ser sempre nosso porto seguro. Foi ele, juntamente com os mais sérios Espíritos, que trouxeram toda essa teoria. “Mas então deixam que os Espíritos passem fome? Não dão o que comer a eles? Não é isso uma tremenda falta de caridade?” Bem, se realmente tais perguntas fizeram parte da sua mente, talvez você ainda não tenha compreendido a fundo a questão.
Os Espíritos não tem fome. É apenas uma sensação que passa e quanto mais demora a passar, maior é a prova desse Espírito. É o mesmo que pensar que os Espíritos faltam com a caridade por não acenderem a luz para aqueles que se veem na escuridão. A escuridão é um estado particular de cada um, uma provação dada a alguns Espíritos; mas a escuridão em si, tal como a vemos na Terra, não existe para o Espírito. Aqui temos o claro e o escuro, porque nossos olhos precisam da luz para poder enxergar. Na falta dela, não vemos nada.
O Espírito não possui olhos, assim como nós, pois os olhos são órgãos materiais. Conserva a forma, mas forma não equivale a dizer órgãos. Desse modo, o Espírito vê, não mais por órgãos localizados, mas em todo o seu ser. Não precisa mais da luz para ver e é por isso que pode ver até mesmo sobre corpos opacos. Se ele pensa estar na escuridão, essa é uma provação que lhe foi imposta e que deve cessar assim que cessar a causa que cria em seu ser tal ilusão, ou seja, é um estado particular.
O mesmo ocorre com a fome ou com outras necessidades. Não são as necessidades que ele possuía quando no corpo, mas a sensação destas necessidades. Essa sensação deverá desaparecer assim que o Espírito se libertar da impressão causada pelo corpo, o que dura um tempo maior ou menor de acordo com sua evolução e com o apego que este possuía em relação à vida material. Algo semelhante ocorre com pessoas que amputam um membro e que durante um tempo ainda sentem a presença do mesmo. O cérebro conservou a impressão.
O Espírito não possui cérebro, nem órgãos, mas um corpo perispiritual que lhe transmite sensações. Após deixar o corpo, assim como a pessoa com o membro amputado, conserva a impressão do corpo, mas é somente uma impressão e independente se possui fome, sede, frio, desejos sexuais, como não tem mais um corpo, não há o que saciar, pois estas sensações são físicas e não do Espírito. Assim como a pessoa com o membro amputado, que embora sinta coceira no membro que não existe mais, NÃO O PODERÁ COÇAR, o Espírito, embora sinta a resistência de algumas necessidades, não poderá supri-las, porque lhe falta o objeto principal, que é o corpo. Daí surgem para alguns tristes provações.
O que vemos no movimento espírita atual é uma inversão de valores. Querem que o Espírito seja lúcido no corpo e tolo como Espírito, quando o que ocorre é o oposto. Quando estamos encerrados na vida física, grande parte de nossas percepções são bloqueadas (ver questão 22ª de O Livro dos Espíritos) e somos incitados a viver o aqui e o agora. Como Espíritos, as coisas se passam de forma muito diferente.
Daí a importância de Allan Kardec em nossas vidas.
Muitos se dizem espíritas, mas não sabe sequer qual é a pergunta número 1 de O Livro dos Espíritos.
Deus abençoe os nossos passos.

Ah curioso, me lembro que Kardec (acho que no livro dos Espíritos), para mostrar empiricamente as potencialidades da percepção espiritual, menciona o caso de sonâmbulos, que conseguiam ver, ainda que com olhos fechados ou na escuridão absoluta. E veja que os espiritos em questão ainda se encontram encarnados, apenas com as amarras materiais levemente mais soltas. Esta parte das faculdades da percepção espiritual já era-me ponto pacífico.
Mas André, quanto a parte de que falas a respeito da libertação dos espíritos dos laços físicos e da personalidade condicionada pela condições materiais/culturais de sua última existência… Não seria este um processo relativamente demorado, bastante lento no caso da maioria dos terrenos?
Afinal o apego dos obcessores as richas e paixões passadas, tão relatadas no evangelho segundo o espiritismo e outros da codificação, não seria então um indício da força deste condionamento, mesmo na erraticidade, e a chegada ao estágio de lucidez espiritual, como espirito sem sexo, sem nacionalidade, sem nome uma consquista e tanto para a maioria? Afinal que valor teria velhas querelas para um ser que se despiu das ilusões da personalidade e se descobriu uma individualidade imortal, como diria Platão: que saiu da caverna…
Abraço Fraterno
Pelo lado pedagógico, o ensino errado da doutrina espírita se deve ao fato de que muitos querem inovar, influenciados pela Igreja que, após lavagem cerebral no povo, criou a idéia de que a pessoa teria vida perto de Deus ou condenada às labaredas eternas. Ora, se a pessoa pudesse sentir as chamas, evidentemente, também teria organismo para outras funções. Ledo engano porque até mesmo o fogo eterno só existe dentro do domínio cósmico e o Espírito, quando desencarnado, não mais se torna tangível e, como tal, imaterial. Só que, infelizmente, os novos mensageiros do Além, profavelmente, membros da falange jesuítica, e os que se encarnaram para dar combate à doutrina, infiltrando-se no MEB, evidentemente, têm a missão de confundir para destruir, ou seja, é a nova tática de combate à doutrina dos espíritos e muitos entram na jogada.
Bom eu fiquei muito confuso. Então o que nós lemos em nosso lar psicografado por Chico Xavier do espirito André Luiz, que mostra a vida espiritual em uma colonia, onde existem moradias, escolas, transportes, arvores, flores, construções, aparelhos eletronicos etc. é tudo mentira? quer dizer que Chico foi vítima de um engano, André Luiz teria mentido então? gosta ria que me desse uma resposta, por favor.
Atenciosamente, Luiiz Celso.
Grande amigo Luiz. A sua confusão é a de muitos meu amigo, e está fundada no seguinte princípio: só podemos entender as coisas por COMPARAÇÃO, ou seja, só entendemos a noite por causa do dia; o frio por causa do calor.
Como não nos recordamos das realidades de nossa vida como Espíritos, só podemos comparar essa realidade de acordo com aquilo que estamos vivendo aqui, enquanto encarnados. Desse modo, julgamos que o Espírito prossegue com as necessidades que possuía quando encarnado, pois não conseguimos compreender que, pelo fato de ele ter deixado o corpo físico, não necessite mais de suprimentos, tais como o necessitamos aqui.
O exemplo da amputação que damos (aliás é a dada pelos próprios Espíritos – LE, 237 em diante), ajuda-nos a compreender muito bem a questão.
Um homem amputa a perna. Por alguns dias é provável que ainda sinta a perna e a queira mexer.
Primeira pergunta: o fato de ele sentir a perna, significa que a perna está lá?
Segunda: o fato de querer mexer a perna, significa que poderá mexer?
Além disso, ele muitas vezes sente a perna (amputada) coçar.
Terceira pergunta: ele poderá coçar?
Na falta da perna, embora ele ainda tenhas percepções daquele membro, tais percepções ou sensações não poderão mais ser supridas. Por mais que ele queira coçar, não terá o que coçar…
No caso do Espírito ocorre algo muito semelhante. Com a falta repentina do corpo, ainda ficam sensações e mesmo necessidades que este possuía, mas por maiores sejam tais sensações, não são as sensações reais.
Por mais que ele tenha fome, não é fome, é uma sensação deixada pelo corpo físico que ele já não mais possui e que pela falta do corpo físico não poderá mais suprir.
Mas vemos eles reclamarem de frio, ou calor! Sim, realmente, mas não o fazem mais no inverno que no verão. É esse o resultado de uma perturbação causada pela ausência de um invólucro material que ele carregou durante um período e do qual nem sempre consegue se libertar de imediato.
Enfim, são ilusões criadas pelo Espírito, acreditando que ainda tem necessidades que não existem mais senão para si mesmo e não fazem parte de uma lei geral.
Se os espíritos precisassem comer, seria essa uma regra geral e não isolada.
Então André Luiz mentiu? Enganou Chico Xavier?
Não temos a mínima pretensão de afirmar isso, de forma alguma. Pedimos a cada um que faça por si seus estudos e tire de si mesmo suas conclusões.
Sou sincero em dizer que admiro muito o trabalho de André Luiz e que para mim, é uma das principais obras complementares de nossa Doutrina; não devem jamais serem desprezadas em nome de um radicalismo.
Entretanto, sou sincero em dizer também que, para mim, é sujeito a análise.
André Luiz não é um espírito puro e como tal, está sujeito a falar das coisas segundo o seu ponto de vista. Não é o conjunto, mas alguns pontos que devem ser discutidos em suas obras a fim de não aceitar tudo cegamente, simplesmente porque foi ele, ou Emmanuel que escreveu, pela mediunidade de Chico Xavier.
De forma alguma nós desmerecemos o trabalho desta equipe que tanta contribuição trouxe à Terra, mas seguimos uma diretriz e com isso, somos incitados a debater pontos que segundo nosso modo de entender não podem ser comprovados perante a ciência Espírita, deixada por Allan Kardec.
Para todos os que combatem essas e outras teorias, pedimos gentilmente que nos apresentem outra, baseada em Allan Kardec ou que sejam capazes de encarar o controle universal, que resolvam todas as coisas e que provem, por A+B, que os Espíritos precisam realmente comer, beber, dormir, transar, etc. no mundo espírita. Se assim o fizerem, seremos os primeiros a baixar nossa guarda e a seguirmos a nova doutrina. Enquanto isso não ocorre, preferimos nos manter seguros junto ao Codificador.
Abraços sinceros.
Ola André,
Quero primeiramente parabenizar sua dedicação em prol da doutrina espírita.
Como possuímos a liberdade de consciência, que é ensinada na própria doutrina, acredito que posso discordar do nobre colega.
Criei um blog apenas para debater a questões das sociedades do invisível. Dentre essas questões, dediquei um espaço (cap. 6) para falar das “Sensações dos Espíritos.”
Se possível, gostaria que o colega analisasse meus argumentos lá no blog. (trazer para cá iria deixar o texto fora de formatação).
segue o link:
http://sociedadedoinvisivel.blogspot.com/2011/08/preliminar.html
Grande Ricardo! É de pessoas como você que o Espiritismo precisa, que debate com inteligência, sem negar por negar.
Vamos lá:
Continuo afirmando que os Espíritos não comem, não dormem, não transam, etc.
Porque?
Primeiro, gostaria que você lesse o último artigo da série, que escrevi a respeito, pois talvez nesse último artigo, você compreenda melhor a abordagem:
http://www.andreariovaldo.com.br/ideias/os-espiritos-nao-transam-nao-comem-e-nao-dormem-parte-3-final
Quanto ao seu artigo, está ótimo, muito bem elaborado, mas tavlez você esteja focado num sistema particular e não esteja conseguindo observar alguns detalhes citados por Kardec e pelos Espíritos (digo isso com o maior respeito).
Vejamos:
Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja “exclusivamente” moral.
O termo exclusivamente, demonstra que em alguns casos, é também moral.
“A luxúria e a fome insaciáveis perseguem- me; cresta-me a sede os lábios escaldantes, sem que uma gota lhes caia em refrigério.”
Embora ele estivesse com sede, não podia saciá-la. (sem que uma gota lhes caia…)
“Encontrei lá em cima muitos desses infelizes, mortos nas torturas da fome, ainda procurando em vão satisfazer a uma necessidade imaginária”
Em vão tentavam satisfazer uma “necessidade imaginária” (não podiam satisfazer a fome, pois na falta de um corpo, não há o que satisfazer).
Eles julgam estar com fome, sentem todos os tormentos da fome, mas não há como satisfazer isso, pois essa necessidade é imaginária e não real.
“situação por vezes terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir, e se tem todas as angústias de uma necessidade impossível de satisfazer. (RE; Jun/1868)”
Observe os termos novamente: “ilusão das necessidades da carne” que gera “todas as angústias de uma necessidade IMPOSSÍVEL DE SATISFAZER” (perdoe a caixa alta).
De duas uma: ou os Espíritos comem ou não comem; se comem, isso deve ser uma regra geral para todos e não para alguns; se não comem, todos aqueles que sentem essa necessidade, criam na verdade uma ilusão pessoal que não diz respeito à sua essência espiritual.
Deus é mau porque o nosso olho é mau? Nós é que criamos confusões muitas vezes por não compreendermos a fundo o sentido real de algumas ideias.
Abração meu amigo e obrigado pelos comentário. Parabéns pelo conteúdo do seu site.
Grato pela atenção.
Gostaria de contra-argumentar.
Observe a explicação de Kardec:
“..o espanto cessa quando se sabe que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não deixa de ser matéria; que, deixando seu invólucro carnal, certos Espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes, durante um tempo mais ou menos longo.”
Por obvio os Espíritos não sentem sensações físicas, pois estão desprovidos do corpo somático. Todavia, não podemos desprezar que, de acordo com o próprio Allan Kardec, os Espíritos “têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não deixa de ser matéria.”
Ora, se nós, Espíritos ainda inferiores, sentimos sensações semelhantes ao do corpo físico, como negar que elas não possam ser saciadas? defender essa tese seria o mesmo que afirmar que o plano espiritual, para quem ainda não atingiu o estado de Espírito puro, é um verdadeiro inferno de suplícios, concorda?
Ricardo, não concordo.
Não estamos dizendo que o Perispírito não é matéria nem que não pode ter sensações de fome ou frio, mas estamos dizendo que isso é um caso isolado deste ou daquele Espírito e não uma necessidade essencial dos mesmos.
Ele pode sofrer a ilusão da fome, e mesmo imaginar que está comendo e mesmo imaginar que está sentindo-se saciado. Mas isso tudo é ilusão e não realidade.
Isso só existe enquanto o Espírito alimentar essa ilusão; a partir do momento que cair em si, tais necessidades desaparecem. Isso é independente de moral, pois está relacionado à adaptação do espírito ao mundo espírita.
Andre: “Ele pode sofrer a ilusão da fome, e mesmo imaginar que está comendo e mesmo imaginar que está sentindo-se saciado. Mas isso tudo é ilusão e não realidade.”
.
.
Eu: Se a necessidade existe pouco importa se ela é real ou ilusória. Não importa a causa da dor (ilusória ou real), interessa é o que o espírito sente…
Existem pessoas (encarnados) que sofrem com dores ilusórias, mas sofrem. Isso acontece muito com alguns idosos, as vezes até um “remédio” placebo resolve a suposta “dor” deles.
Entre os espíritos existem as necessidades (efeito), pouco importa se a CAUSA de origem é ilusória ou real.
Resumo:
Causa: Ilusória ou real
Efeito: Sensações de frio, fome, sede, calor, saciedade, etc.
Fala Ricardo!
Meu amigo, compreendo sua consideração, mas dizer que pouco importa é pensar de modo superficial a respeito.
Vamos novamente ao braço amputado: você cortou o braço, mas ainda sente ele lá. Pouco importa sentir o braço?
O Espírito sente fome? Sim. Pode COMER literalmente? Não. Pode pensar que está comendo? Sim. Mas realmente está comendo? Não.
Se pouco importasse meu amigo, essa série de artigos não teria causado tanta polêmica. As pessoas misturam tudo e por não compreender, rejeitam ou atacam as ideias.
Creio que não seja o seu caso, mas não posso considerar, como você, que pouco importa se ele sente algo real ou se é simples ilusão, tendo em vista que essa noção nos ajuda a definir melhor as nossas próprias idéias.
É assim, por exemplo, que os médicos saberão se um simples placebo resolverá o caso da pessoa, definindo se o que ela está sentindo é real ou não.
André,
Talvez eu tenha me expressado errado. O artigo e a discussão saudável são por demais interessantes. Eu quis dizer que para o espírito pouco importa a causa da sensação, ele sente como se fosse real. Isso é o que importa para ele.
Desta forma, quando André Luiz relata, por exemplo, a existência da fome e da saciedade (ilusória ou real), ele está descrevendo aquilo que viu e sentiu.
Para o idoso a dor é real (mesmo sendo ilusória), ele quer apenas “melhorar.”
Neste sentido, o espírito não pensa se sua fome é ilusória ou real, ele apenas sente essa sensação e quer saciá-la de alguma maneira.
São espíritos psiquicamente condicionados a vida material.
“Seria extremamente infantil a crença de que o simples ‘baixar do pano’ resolvesse transcendentes questões do infinito.” (Nosso Lar)
Deixo meu blog principal para você visitar (sua visita seria uma honra para mim): http://estudofilosoficoespirita.blogspot.com/
Abraços
Ah sim meu amigo, perdoe por ter lhe compreendido mal. Concordo com você nesse sentido.
Aliás, no terceiro artigo eu escrevo algo a esse respeito.
Abração!
boa tarde, no caso do livro de André Luiz, ele fala,que a alimentação é para todos os ministérios de Nosso Lar. Não somente para ele.
o livro Nosso Lar, não pode ser considerado “obra complementar” pois não estar de acordo com os livros de Kardec
abs dino
caro André boa noite, no video ao lado vc fala que Kardec na revista espirita de 1869 diz que o espiritismo não é religião, poderia me informar a pg?
já na revista espirita de dezembro de 1868, pg 483 e seguintes, ele afirma que o espiritismo é uma religião.
gostaria que vc analíse esta leitura e me indicasse a sua para que eu possa ler.
grato oswaldino
boa tarde caro amigo Andre que a luz divina ilumine seus caminhos encontrei o site de vcs e gostei de tudo que li meu pai Joao era espirita e ele amava Deus sobre todas as coisas e ai percebi que o senhor nos ensina a doutrina espirita com um imenso amor fazia tempo que não me sentia tao bem em paz obrigada por nos ajudar a entender e a caminhar certo
BOA NOITE GENTE. DESCULPEM MINHA INTROMISSÃO MEIO FORA DE HORA, MAS LENDO OS ARTIGOS E OS COMENTÁRIOS NÃO ME SENTI EM CONDIÇÕES DE OMITIR MINHA OPINIÃO.
ACREDITO QUE “TODOS” ESTÃO CERTOS EM RELAÇÃO AS NECESSIDADES EXPERIMENTADAS PELOS DESENCARNADOS BASTANDO APENAS QUE DELIMITEMOS A ÁREA DE ABRANGÊNCIA DAS EXPOSIÇÕES. NÃO PODEMOS NOS ESQUECER QUE TUDO, MAS TUDO MESMO, PARA EXISTIR NO PLANO FÍSICO TEM QUE POR OBRIGAÇÃO TER SIDO PENSADO NO PLANO ESPIRITUAL. DEVEMOS LEMBRAR TAMBEM QUE NÃO PODEMOS ESTUDAR O UNIVERSO TODO E SIM UM PEQUENO CAMPO QUE SEPARAMOS PARA ESTUDO. DESSA FORMA PODEMOS CONSIDERAR O EM-TORNO DO PLANETA COMO ZONA UMBRALINA QUE SE ESTENDE ATÉ UMA DIVISA VIRTUAL COM OS PLANOS IMEDIATAMENTE SUPERIORES (MAS NÃO TÃO SUPERIORES).ASSIM, O QUE CARACTERIZARIA O TERRÍCOLA(ENCARNADOS E DESENCARNADOS) SERIA O ADENSAMENTO DA MATÉRIA(MAIS NA SUPERFÍCIE DO QUE NO UMBRAL) E NESSE NÍVEL DE ADENSAMENTO É TOTALMENTE COMPREENSÍVEL QUE MANTENHAM-SE AS NECESSIDADES ATINENTES À MATÉRIA ADENSADA. LÓGICO QUE O ASSUNTO É MUITO MAIS COMPLEXO,E A INTENSIDADE DESSAS NECESSIDADES SÃO ATINENTES A CADA INDIVÍDUO MAS TENTEI AQUI LANÇAR A BASE PARA O RACIOCÍNIO QUE RATIFICA A CODIFICAÇÃO DE KARDEC E TORNA COMPREENSÍVEL NARRATIVAS DE ANDRÉ LUIZ.